Quero ser Escritora

Neste Blog vou colocar algumas histórias que eu mesma crio, sempre baseados na minha imaginação. Então, se você gostou dos meus textos e gostaria de colocá-los em algum lugar, por favor me avise e peça minha permissão. Estou disposta a receber desenhos e imagens que fizerem sobre meus textos, irei postá-los aqui no blog.

quarta-feira, março 01, 2006

Kathrina em Atlântida

Prólogo
Há cerca de 1.500 anos o mundo sofreu modificações impossíveis de se acreditar, principalmente para os humanos puros.
É quase um consenso entre os cientistas que a cada fim de cem anos uma doença terrível aparece. Mas, pelo que nos ensinam nas escolas, houve uma época de aproximadamente 500 anos cheios de desastres e pragas.
Começou no ano 2003 depois de Cristo, com a febre aftosa que matou rebanhos que os homens comiam. Ela se espalhou de forma incontrolável. Depois, em 2004, apareceu a gripe aviária, primeiro infestando aves migratórias selvagens e foi só uma questão de tempo até ela se tornar altamente contagiosa em todas as espécies de animais.
Houve uma extinção em massa, mais da metade da população humana pereceu (mais de 4 bilhões de pessoas). Animais de todas as espécies foram afetadas, mas boa parte deles sobreviveu. Como a raça humana não parava de morrer, alguns cientistas resolveram tentar produzir curas a partir do DNA de animais.
Cidades que antes eram monumentais estavam desertas e em ruínas. As únicas que sobreviveram eram as que tinham em torno de cem mil habitantes, como disse um filósofo há muito tempo atrás.
A partir dessa época várias coisas começaram a acontecer. Para que a cura fizesse efeito nas pessoas eram testados vários DNAs de animais diferentes, até que se encontrasse um compatível. Quando se conseguiu saber facilmente quem era compatível com quem restavam pouco mais de dez milhões de pessoas vivas em todo o mundo.
Países inteiros ficaram desertos sem nenhum ser humano. Boa parte dos homens que restaram eram mais acostumados com sujeira, ambiente externo, falta de higiene e tinham uma situação amistosa com a natureza e com os animais.
Com isso a tecnologia que existia se perdeu. As pessoas sabiam apertar um botão para ligar uma lâmpada, mas não sabiam como fazer uma usina trabalhar.
Mulheres ficaram anos perdendo filhos sem se descobrir a razão. Só se sabia o motivo quando os bebês nasciam mortos e cheios de deformidades (o que acontecia na maioria das vezes). Por isso a população caiu ainda mais. Em um período de cem anos o número de pessoas estimado era de sete milhões.
Desde o período azul (assim doi chamado a época de morte pela gripe aviária) a sociedade virou um caos. Não havia mais governo, nenhum líder, leis ou mesmo uma meta de vida. As pessoas viviam espalhadas, desesperadas, vagando sem saber o que fazer. Foi aí que ele apareceu.
Ares era seu nome. Os humanos se assustaram quando o viram. Muito mais alto do que eles, Ares tinha dois metros de altura, garras no lugar das mãos, muitos músculos e pêlos, muitos pêlos. No começo todos o temeram, era a personificação do "lobisomem", metade homem e metade lobo. Demorou até as pessoas se acostumarem com ele.
Desde a chegada de Ares no pequeno ajuntamento Olimpo, as coisas começaram a dar certo, pelo menos era o que parecia.
Mães começaram a ter filhos vivos, ainda que não fossem inteiramente humanos. Ares ensinou a eles que todos os que haviam recebido a vacina já não possuiam DNAs puros e que deveriam saber qual o tipo de animal foi usado em sua vacina e que, só poderiam reproduzir-se com pessoas que haviam recebido o mesmo tipo de vacina.
Assim Ares liderou seu pequeno grupo de humanos até outro povoado. Logo iam para outro e conseguiu reunir e passar sua mensagem para grande parte das pessoas que haviam recebido a vacina. Levou cinqüenta anos, mas ele não desistiu nunca.
A genética é complicada e nasciam pessoas normais e pessoas que mais pareciam filhotes de animais, mesmo seguindo as instruções de Ares.
E, como é de se esperar dos humanos, eles começaram a desprezar seus filhos que não eram "puros".
Foi nessa época que Ares morreu, assassinado pelas pessoas que havia salvado.
Pouco tempo depois surgiram dois novos líderes. Savanah, metade leoa metade humana e Nathan, humano.
Durante vinte anos houve a Guerra Pura (G.P.). Humanos e meio humanos lutaram até as duas partes serem quase extintas. Savanah reuniu os sobreviventes de sua raça e vagaram até estarem bem longe da ignorância de Nathan.
Fomos chamados de "feras" ou "bestas" pelos humanos, mas nos autodenominamos "furrys".
Nossa sociedade é pacata e vivemos em harmonia com a natureza. Escolhemos a floresta para ser o nosso lar. As casa ficam no alto das árvores para aqueles que conseguem escalá-las e para os que não conseguem há casa no tronco das árvores, no chão. É uma floresta de sequóias, árvores muito altas e fortes.
Cada casa tem só um cômodo, um quarto. Comemos o que plantamos, além de ovos, insetos e frutas silvestres. Não comemos animais pelo fato de alguns realmente se parecerem conosco.
Os filhotes tem um educação boa, aprendem a respeitar nosso lar, contamos como surgimos, aprendem a viver e a se virar na floresta. Quando estão mais velhos aprendem o que sobrou da civilização humana em nós. Como matemática, ciências, literatura, história, geografia, física, biologia, química e latim, que é a língua que os humanos fala atualmente. Nós temos nosso próprio dialeto vindo do inglês.
Apesar de viver longe dos humanos fazíamos rondas em volta da cidade deles. Ainda nasciam furrys e a maioria era abandonada na floresta para morrer.
No ano 300 D.G.P. (depois da Guerra Pura) muitas mães humanas fizeram manifestações e se recusaram a abandonar seus filhos. Mais uma vez os humanos guerrearam e sua população diminuiu.
Chegaram aos três milhões, já que a maioria de seus filhos eram furrys.
A nossa população já chegava a um milhão, mas as nossas cidades eram pequenas para não prejudicar nosso local de moradia. Cada cidade tem uma média de cinco, três mil habitantes.
Depois dessa guerra civil dos humanos o mundo deles se dividiu mais uma vez. Os mais radicais que não toleravam furrys foram embora e vivem até hoje, reclusos. Desde então não sabemos mais nada sobre eles, só o local onde vivem.
Já a nova sociedade humana é bem divertida, misturam a vida urbana com a natural. Desde que furrys e humanos se juntaram a tecnologia evoluiu sem parar. As maiores cidades tem meios de transporte subterrâneos, veículos motorizados (movidos a óleo vegetal), energia elétrica, prédios de até dez andares, casas amontadas e outras coisas.
Eu não vivi essa época, mas é o que contam para nós desde que nascemos.
O mundo que conheço é o da floresta, com muitas distrações, ar puro e outros furrys como eu.
Hoje em dia uma matéria fundamental a todos (na cidade ou na flresta) é a genética. Furrys devem procurar ter filhotes com sua própria espécie, mas há algumas misturas interessantes que podem acontecer.
Por exemplo, felinos podem se relacionar com felinos sem problema algum, desde que: se uma tigresa se relacionar com um lince, o filhote deles deve se relacionar ou com um tigre ou com um lince.
E felinos podem se relacionar com raposas, a razão ainda é desconhecida, estão pesquisando.
Pode até parecer fácil, mas ninguém manda no coração e escolher alguém da sua espécie ou, pelo menos, compatível é, no mínimo, muito improvável.
Por isso, recentemente, criaram faculdades para cada espécie. Faculdade para felinos, faculdade para canídeos, faculdade para aquáticos, faculdade para voadores, entre outras. Tudo isso na esperança que, vivendo entre os da sua espécie, com vários furrys, você vá se apaixonar por um deles.
Também há muitas uniões arranjadas, os furrys são prometidos desde filhotes. São coisas que acontecem na cidade, nossa comunidade é mais liberal. Acreditam que a natureza sabe o que faz, e, realmente, a maioria se apaixona e fica com membros da mesma espécie.
Mesmo no mundo furry há um certo preconceito. Furrys aves puros não são muito queridos, em nenhum lugar que eu conheça. Até hoje existe o medo que a doença ressurja entre eles e volte a se espalhar, dizimando milhares.
Por isso eles vivem em montanhas altas e isoladas, ou em vales cercados por montanhas. Acho que o preconceito com eles também é por serem os únicos em várias coisas. São os únicos capazes de voar, únicos a transmitir essa característica para seus filhotes e sim, eles podem se relacionar com qualquer espécie. E seus filhos serão capazes de voar, não importa a espécie: felinos, canídeos, répteis, cetáceos, primatas, qualquer um.
Nos povoados das florestas há eleições anuais, sempre trocamos de líder. E só as furrys fêmeas podem ser eleitas, elas sempre sabem o que está acontecendo no povoado em que vivem e nos povoados vizinhos. Os machos se preocupam mais em comer, dormir, brincar, explorar, se relacionar ou com as colheitas.
Na cidade é bem diferente. Há famílias no poder, a liderança passa de geração em geração, sempre para o primogênito, seja furry macho ou furry fêmea.
Em Atlântida, a cidade mais perto do meu povoado, é uma família de leões que lidera. São parentes da Savanah que migraram para a cidade quando os humanos e os furrys voltaram a se tolerar. Os humanos que ficaram em Atlântida nunca se opuseram ao poder dos leões, pois lideram com sabedoria e equilíbrio.
Uma outra discórdia entre furrys e humanos é a crença. Nós, furrys, acreditamos na força e interferência de nossos antepassados em nossas vidas, além da força da natureza. Não veneramos nenhum deus ou ser onipotente. Os humanos vão à capelas rezar para um Deus vingativo e muito poderoso, que é servido por vários deuses mais fracos e, cada um deles tem uma função diferente. Um protege os animais, outro as pessoas doentes e há um ainda que ajuda nas uniões, há mais, mas só ouvi falar destes.
Recentemente fiquei sabendo que nas escolas só para crias humanas eles contam os anos diferente de nós. Dizem que estamos no ano 3.615 depois de Cristo. Talvez porque existam há mais tempo que nós, eu acho. Os furrys estão no ano 1.114 D.G.P., deve ser o tanto de anos que consideram estar no mundo, ninguém me explica os motivos dessas contagens. São coisas das quais não falamos.

5 Comments:

At 12:19 AM, Blogger Polyy Lima said...

Oi .. Muito legal o que vocÊ escreveu .. te add nos meus links .. será que vc poderia me add tmb??

 
At 11:22 PM, Blogger Ju said...

Olá, também quero ser escritora, vou t seguir, vc pode seguir o meu blog, www.superblogjuju.blogspot.com?
Abraços!
Juh

 
At 4:37 PM, Blogger Grupo Central Editorial said...

Parabéns pelo blog! Já virei seguidor.

 
At 10:40 AM, Blogger Miss Queen said...

Adorei o blog!!! Tambem quero ser escritora*-*

vou deixar o meu: Nunca desista de seus Sonhos!
Augusto Cury

 
At 10:41 AM, Blogger Miss Queen said...

http://tudoporumlivronasecao.blogspot.com.br/

 

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